| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Agelaiinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | X. flavus |
O veste-amarela é uma ave passeriforme da família Icteridae.
Também conhecido como pássaro-preto-de-veste-amarela.
Seu nome científico significa: do (grego) xanthos = amarelo; e psar = estorninho; e do (latim) flavus = amarelo.⇒ Estorninho amarelo.
Mede de 19 a 21 cm de comprimento, pesa 43 g. Ave com plumagem exuberante em amarelo intenso e preto.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de insetos e suas larvas, como gafanhotos e lagartas. O bando alimenta-se no solo e, segundo Belton, costuma associar-se a indivíduos solitários de noivinha-de-rabo-preto (Xolmis dominicanus).
Entre outubro e dezembro, a fêmea constrói o ninho em forma de taça profunda, composto de gramíneas e capins entrelaçados, bem fundo e a baixa altura, a menos de um metro do solo, amarrado na vegetação, em terreno encharcado. Nele deposita de um a cinco ovos claros com manchas vermelho-escuras, que são chocados por cerca de 12 dias. O ninho é defendido pelo macho, mas o casal acaba se favorecendo de outros aliados na defesa de sua prole: quando o chopim-do-brejo ou a noivinha-de-rabo-preto nidificam nas proximidades, a agressividade desses vizinhos diante dos predadores acaba por protegê-los também. Mas para perpetuar a espécie o ninho tem que sobreviver ao risco das queimadas e do pisoteio do gado, mas principalmente do parasitismo do vira-bosta, que deposita seus ovos nos ninhos de várias espécies de aves, entre elas o veste-amarela.
Vive em banhados, áreas pantanosas e outros ambientes abertos. É vista quase sempre em bandos monoespecíficos de 10 a 50 indivíduos e raramente chegam até 100. Mantém um sistema de cooperação e convívio com outras espécies de aves nas áreas onde ocorre.
Presente no Brasil nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente neste último. Também ocorre no Paraguai, Uruguai e Argentina. Sua população está em declínio no Brasil, devido à descaracterização de seu habitat, destruição dos ninhos pelas atividades agrícolas e também pelo tráfico de animais silvestres.